terça-feira, 9 de agosto de 2011

Até onde vai...


Aos amigos que já leram antes meus textos aqui no blog, sabem que eu não atualizo com tanta freqüência quanto gostaria. Por vezes preciso de uma história inspiradora para poder escrever, poder compartilhar com vocês, e semana passada me foi contada uma história muito marcante. Vou tentar resumir para vocês.

No escritório onde trabalho a uma rotatividade grande, bastante gente nova quase sempre e etc. Uma destas pessoas novas, precisava aprender a fazer alguns serviços externos e me pediram para ensiná-la. Enquanto nos dirigíamos para nosso destino, começamos a conversar sobre a vida, a faculdade, objetivos e motivações. Neste momento ela me conta que o seu pai entrou para a faculdade de Direito também, cursando o mesmo semestre que ela, e que esta é sua motivação! Ele, um senhor de 60 anos, já aposentado, como motorista de carro forte, que até pouco tempo atrás não tinha o Ensino Médio completo! E pasmem, ele passou em 1° no vestibular!! Sendo que, a história só fica melhor, ele vive em uma área afasta do centro urbano, de fato, é um sítio afastado da região próxima a Porto Alegre, onde o acesso é difícil, dada as condições da estrada e a comunidade fretou um ônibus para os demais estudantes irem assistir as suas aulas.

Agora vamos analisar; um senhor nesta idade, que teve um emprego de periculosidade tão alta quanto este - acredito que não foram nem uma ou duas vezes em que se viu frente a frente com a morte – poderia estar passando seus dias em casa, vendo TV, cuidando de sua horta ou qualquer que seja a idéia que ele pudesse ter, mas ele foi atrás de um supletivo, recebeu incentivo de seus professores a não parar os estudos por ali, passou no vestibular e já faz planos de quando se formar, ele e sua filha abrirem um escritório de advocacia!

É simplesmente maravilhoso ver como para algumas pessoas, a idade não é limitadora de suas aspirações, sonhos e projetos para o futuro! Ao invés de ficar em casa, deixando a mente atrofiar, devemos exercitá-la!

Até onde vai a sua vontade de não parar? Lembre-se deste senhor, e reflita sobre isso.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Palavras, lembranças, palavras....

Lembro que certa vez me pediste para te deixar feliz.
Não sei porque me pediste naquela hora, já que meu intento foi de fazer isso no instante em que te conheci. Engraçado é lembrar daquele momento, onde era tudo novo denovo, uma torrente de sentimentos e sensações que eu deixara de experimentar havia anos, e você meu anjo, me trouxe de volta a esta realidade. Assim, com uma força colossal, como o choque entre dois mundos, quebrando em mim qualquer resistência (e quem é que quer resistir a isso?)
Não sei qual é o teu mistério, o que tens que tanto me fascina, mas sinto que estou afundando num sonho do qual não mais quero acordar.
Alem de todos estes sentimentos que despertasse em mim, me destes uma nova forma de ver as coisas, de eu perceber como as coisas mudaram e que eu já não sei mais como agir hoje em dia.
O tempo passa e espero um dia acharmos graça do tempo em que perdemos, em não termos nos encontrado antes,
nos entregado antes,
vivido antes!
Mas o Tempo é o senhor de todas as coisas, e as coisas a acontecem no seu tempo...

E como diz o velho sábio:
"O destino é inexorável"

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Vaso Ruim


Mostro minha face suja
Não lhe dou a tapa
Eu bem te avisei
Que eu sou de amargar
Sou de sabor fel na esperança
Sou de sorrir e desdenhar
Não adianta nem tentar
Porque eu sou vaso ruim
Pode confiar
É que eu sou muito ruim
Pode confiar
Não há muito investimento
Há, sim, perda de tempo
Vaso ruim não quebra
Pra que vou chorar?
Não pego de leve como o poeta
Te machuco breve, a ferida aberta
Não vai cicatrizar
Não vai, não
Mas não vai cicatrizar
Eu sou pra quem gosta da dor
Sou difícil de agüentar
Não espere muito de mim
Pois nada posso lhe dar
Se é por ódio ou por saudade
Que você quer ficar
Vá embora, bata a porta
E nem pense em reclamar
Sou da rua, sou de lua
Já bati, já cansei de apanhar
Junte todos os seus cacos
E arranje outro lugar
Composição: Diego Zangado e Gabriel Azevedo

Tem dias que me identifico muito com essa música...não sei porque!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Passo o tempo

Para quem não sabe, as vezes eu escrevo algumas coisas, idéia que surgem na cabeça e preciso transmitir 
para o papel. Fazia  tempo que não me acontecia isso, infelizmente, e agora, compartilho aqui com vocês. 
Espero que gostem:


Passo o dia, passo o tempo
Desce o sol e sobe a lua
E eu passo o tempo

Esperando um outro dia,
Um outro momento
Um outro instante
Um nosso tempo

Querer que o relógio parasse
E esse nosso instante fosse para sempre
E não somente em meus pensamentos,
Não somente em uma mente.

A incerteza do que sentes
Me deixa aflito
Sem saber o que pretendes
Já não sei se espero ou se sigo

Enquanto nada se passa
Eu passo o tempo
Escrevendo, lendo, sonhando
Com um tempo só meu pra você
E um só seu pra mim.

                               
                                               Guilherme Pires de Moraes


segunda-feira, 20 de junho de 2011

As bases da corrupção

Havia uma pequena vila, numa distante terra, onde tudo era belo e mágico. Onde seres fantásticos viviam entre os homens comuns, devotos de seus deuses, prestando-lhes oferendas e reverencias, com festas, músicas, danças e alegria.  Tudo ia muito bem, a vila prosperava, o chefe estava feliz, os moradores também. Mas, o Mau espreita por onde a felicidade reina, procurando sempre uma brecha.


Mas não há felicidade sem amor e sem amor não há drama, inveja e desarmonia.

Uma das moças desta vila vivia com seu filho e seus pais, seu marido, bravo guerreiro da tribo, com medo da responsabilidade de educar sua cria, fugiu. Saiu para caçar e nunca mais retornou, deixando assim a pobre e bela moça com a responsabilidade de criar seu filho fazendo papel de mãe e pai, de guerreira e de protetora.

A vida segue, a criança cresce, e toda a vila segue vivendo suas vidas. Se reunindo para prestarem suas obrigações divinatórias como sempre. E como o mundo está sempre girando e se transformando, as relações das pessoas também está mudando. Alguns casaram, outros separaram, alguns tiveram suas crias, outros acolheram aquelas que não tinham o seu progenitor.

Essa criança, que sempre crescera de forma diferente, pois não tinha um pai que lhe ensinasse os ofícios “de ser homem”, agora o tinha! Ficava maravilhado em ter alguém para chamar de “seu herói”, e onde se via um deles, após uma rápida procura, se achava o outro. E assim foram vivendo, mais uma família feliz naquela terra em que tudo parecia perfeito.

Parecia perfeito, até que o Mau achou a sua brecha. Impregnou um homem com toda a sua malícia, inveja, falsidade e astúcia. E deixou que este se encarregasse de dizimar a vila, não com um ataque massivo e destrutivo, mas algo sutil, ardiloso e estruturado.  Procurando aqueles com a cabeça mais fraca, mais suscetível ao seu ardil, infectou a mente e alma de alguns poucos. Mas a mentira é como a peste, se espalha rápido e tem efeitos devastadores.

Em pouco tempo, não mais se via a felicidade estampada no rosto de todos, algumas pessoas pareciam desconfiadas de sua própria sombra, não sabendo por que elas insistiam em perseguir-lhe. Surgiram figuras estranhas na vila, não sabiam de onde sugiram. Dizia-se que era de um povoado vizinho, outros diziam que tinham vindo de uma fenda no chão, no bosque próximo da vila, mas nada se confirmava.  Coitados, mal sabiam eles o que estava por vir.

E a nossa criança, feliz por ter seu “novo pai”, começou a notar que ele já não era mais o mesmo, que este não mais o carregava para todo lado como antes fazia, que este já não mais queria o ser seu pai. Qual não fora o terrível pensamento desta criança, rejeitada pela segunda vez por aquele que deveria lhe instruir, educar e amar. Mas sua mãe, sempre presente, amorosa, capaz de mover as montanhas e buscar as estrelas do céu para o seu filhote, não deixou que este se perdesse em pensamento sombrios, e quando este “segundo pai” partiu, estavam preparados para o que viria.

E como uma nuvem negra, carregada com uma chuva de terror, deu-se o início do fim. O que antes era sutil e ardiloso transformara-se numa batalha campal. Agressões e acusações, mentiras escancaradas e esquemas para vantagem própria ou de poucos era o que se via. Os poderosos da vila tentam sobrepujar os mais humildes, acabaram sendo os primeiros corrompidos. E os primeiros condenados. Aqueles de mente fraca, meros fantoches utilizados como peças de manobra, desfaleceram como cinza soprada por uma forte brisa. E por fim, aos poucos bons que sobraram, sem terem juízes ou acusadores, esconderam-se na mata próxima a vila. E os dias se passaram, veio uma pálida manhã,  que mais parecia um entardecer que não se concluía, e quando veio a noite, escura e silenciosa, parecia nunca ter havido uma vila ali naquele local...

O paradeiro da mãe e de seu filho não se sabe, se entraram numa fenda na floresta, se refugiaram numa vila distante ou se permaneceram na floresta, próximo aos seus deuses para depois criarem uma nova vila. Pense você o final que mais lhe agrada, mas posso garantir, infelizmente, a história terá um desfecho parecido com este.


O homem pode ser um animal muito estranho se quiser, mesmo sem querer, agindo com uma irracionalidade que não lhe é aparente, mas lhe é natural.





Esta história é uma ficção, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.... Triste e desagradável coincidência.

domingo, 3 de abril de 2011

A Banalidade da barbárie

Como já comentei antes, sou acadêmico de Direito. E em nossas aulas discutimos vários casos, reais e hipotéticos. Numa de nossas aulas de Direito Penal - onde nosso professor já falou as seguintes citações: “Direito Penal é isso aí, é sangue escorrendo.” e também “Direito Penal é só maldade” - estávamos discutindo teorias e princípios penais com exemplos, quando o nosso “meliante” cometia 3 crimes diferentes:

No 1º ele havia esfaqueado uma senhora de idade que viria a falecer dali a 3 meses, sendo que ele era um menor de idade (com 17 anos e 11 meses de idade) na época em que a agrediu;

 No 2º, ele, também menor de idade (com 17 anos e 11 meses de idade), havia sequestrado uma senhora de idade (provavelmente outra) e pedido resgate, sendo que 3 meses depois o cativeiro havia sido estourado e ele preso;

 No 3ª, ele ainda com 17 anos e 11 meses de idade havia iniciado relacionamento sexual com sua enteada (?) (também não entendi essa, mas são hipóteses) de 12 anos de idade, 3 meses após o contínuo “relacionamento”, ele viria a ser preso.
Neste momento, a turma toda ficou chocada e o professor comenta: “Quando antes ele havia esfaqueado ou sequestrado a idosa tudo bem, mas quando fala de mexer com a menina fica todo mundo chocado.” A crítica que ele fez é muito válida, claro que eu pessoalmente fico revoltado ao extremo com casos assim, mas como não se revoltar com o caso ocorrido recentemente em Jaraguá do Sul (veja aqui) e outros tantos casos que ocorrem. Parece que sequestro se tornou algo comum, que é algo corriqueiro. Não podemos aceitar isso.

Recentemente ouvi em um programa de rádio, os apresentadores comentando como em Florianópolis, um caso de sequestro relâmpago ou algo assim vira notícia e o povo fica chocado e em comparação, em Porto Alegre isso não choca mais ninguém (Sim, ouvi isso no Pretinho Básico, se é o que querem saber). Isso me faz refletir, até quando vamos nos reprimir, nos acostumar com estes fatos e não fazer nada a respeito? 

Devemos começar com as nossas casas, conhecendo os vizinhos e cuidando da casa do outro, numa vizinhança unida. E também questionar/cobrar estes assuntos de nossos representantes no governo.
Não podemos ficar alheios a isso!

sábado, 2 de abril de 2011

Viajante das estrelas

Eu disse que hoje teria postagem no blog, tudo bem que já quase amanhã, mas isso é um detalhe.
Compartilho aqui com vocês, um presente que ganhei de uma pessoa que entrou na nossa família a muito tempo, vizinho lá da vila e até hoje está conosco, o querido poeta Onofre Iankoski. Obrigado pelo belo presente!


Viajante das estrelas

"Giram tantos mundos...
Um viajante das estrelas;
Intergalático ser universal, sideral,
Lutando num orbe fantástico.
Haverá de ser sempre,
Entre tantos, um espírito especial;
Reto em suas ações e se necessário
Metamorfoseando-se, transformando-se,
Evoluindo e iluminando-se.

Perseverar será o seu verbo;
Imparcialidade o seu advérbio.
Redimindo erros e dúvidas
Encontrará forças, fórmulas salvadoras
Sempre que precisar.

Depois,então,faça-se a luz:
Entenderá o sentido da vida.

Ministrarás com sabedoria e amor
Os conhecimentos conquistados.
Rebentos virão aprender contigo
A razão de estar terrícola.
Este será o teu legado.
Servindo, serás servido."
Onofre


Para o leitor mais atendo (e o não tão atento), realmente é um acróstico. Agradeço aqui mais uma vez esse presente, fiquei realmente feliz quando recebi, e tenho ele pendurado em meu quarto. Leio sempre que preciso!

Até a próxima,

Forte abraço a todos!