Mostro minha face suja
Não lhe dou a tapa
Eu bem te avisei
Que eu sou de amargar
Não lhe dou a tapa
Eu bem te avisei
Que eu sou de amargar
Sou de sabor fel na esperança
Sou de sorrir e desdenhar
Não adianta nem tentar
Sou de sorrir e desdenhar
Não adianta nem tentar
Porque eu sou vaso ruim
Pode confiar
É que eu sou muito ruim
Pode confiar
Pode confiar
É que eu sou muito ruim
Pode confiar
Não há muito investimento
Há, sim, perda de tempo
Vaso ruim não quebra
Pra que vou chorar?
Há, sim, perda de tempo
Vaso ruim não quebra
Pra que vou chorar?
Não pego de leve como o poeta
Te machuco breve, a ferida aberta
Te machuco breve, a ferida aberta
Não vai cicatrizar
Não vai, não
Mas não vai cicatrizar
Não vai, não
Mas não vai cicatrizar
Eu sou pra quem gosta da dor
Sou difícil de agüentar
Não espere muito de mim
Pois nada posso lhe dar
Sou difícil de agüentar
Não espere muito de mim
Pois nada posso lhe dar
Se é por ódio ou por saudade
Que você quer ficar
Vá embora, bata a porta
E nem pense em reclamar
Que você quer ficar
Vá embora, bata a porta
E nem pense em reclamar
Sou da rua, sou de lua
Já bati, já cansei de apanhar
Junte todos os seus cacos
E arranje outro lugar
Já bati, já cansei de apanhar
Junte todos os seus cacos
E arranje outro lugar
Composição: Diego Zangado e Gabriel Azevedo
Tem dias que me identifico muito com essa música...não sei porque!
Um comentário:
Gui!
Alegria imensa ao ler teus escritos. Sabes que vejo como norte da humanidade a capacidade de não julgar (e por isso desacredito neste direito de hoje). Por isso, não julgo teus textos como bons ou ruins, ainda que neles possam ser percebidos tuas qualidades de escritor. O que quero elogiar, acima de tudo, é a coragem de dizer, de vomitar coisas internar para depois regurgitá-las como forma de cura. Escrever é um caminho e tanto ao autoconhecimento e, aqueles que perceberem essa necessidade, estarão capitaneando o mundo que virá. Grande abraço
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