domingo, 3 de abril de 2011

A Banalidade da barbárie

Como já comentei antes, sou acadêmico de Direito. E em nossas aulas discutimos vários casos, reais e hipotéticos. Numa de nossas aulas de Direito Penal - onde nosso professor já falou as seguintes citações: “Direito Penal é isso aí, é sangue escorrendo.” e também “Direito Penal é só maldade” - estávamos discutindo teorias e princípios penais com exemplos, quando o nosso “meliante” cometia 3 crimes diferentes:

No 1º ele havia esfaqueado uma senhora de idade que viria a falecer dali a 3 meses, sendo que ele era um menor de idade (com 17 anos e 11 meses de idade) na época em que a agrediu;

 No 2º, ele, também menor de idade (com 17 anos e 11 meses de idade), havia sequestrado uma senhora de idade (provavelmente outra) e pedido resgate, sendo que 3 meses depois o cativeiro havia sido estourado e ele preso;

 No 3ª, ele ainda com 17 anos e 11 meses de idade havia iniciado relacionamento sexual com sua enteada (?) (também não entendi essa, mas são hipóteses) de 12 anos de idade, 3 meses após o contínuo “relacionamento”, ele viria a ser preso.
Neste momento, a turma toda ficou chocada e o professor comenta: “Quando antes ele havia esfaqueado ou sequestrado a idosa tudo bem, mas quando fala de mexer com a menina fica todo mundo chocado.” A crítica que ele fez é muito válida, claro que eu pessoalmente fico revoltado ao extremo com casos assim, mas como não se revoltar com o caso ocorrido recentemente em Jaraguá do Sul (veja aqui) e outros tantos casos que ocorrem. Parece que sequestro se tornou algo comum, que é algo corriqueiro. Não podemos aceitar isso.

Recentemente ouvi em um programa de rádio, os apresentadores comentando como em Florianópolis, um caso de sequestro relâmpago ou algo assim vira notícia e o povo fica chocado e em comparação, em Porto Alegre isso não choca mais ninguém (Sim, ouvi isso no Pretinho Básico, se é o que querem saber). Isso me faz refletir, até quando vamos nos reprimir, nos acostumar com estes fatos e não fazer nada a respeito? 

Devemos começar com as nossas casas, conhecendo os vizinhos e cuidando da casa do outro, numa vizinhança unida. E também questionar/cobrar estes assuntos de nossos representantes no governo.
Não podemos ficar alheios a isso!

sábado, 2 de abril de 2011

Viajante das estrelas

Eu disse que hoje teria postagem no blog, tudo bem que já quase amanhã, mas isso é um detalhe.
Compartilho aqui com vocês, um presente que ganhei de uma pessoa que entrou na nossa família a muito tempo, vizinho lá da vila e até hoje está conosco, o querido poeta Onofre Iankoski. Obrigado pelo belo presente!


Viajante das estrelas

"Giram tantos mundos...
Um viajante das estrelas;
Intergalático ser universal, sideral,
Lutando num orbe fantástico.
Haverá de ser sempre,
Entre tantos, um espírito especial;
Reto em suas ações e se necessário
Metamorfoseando-se, transformando-se,
Evoluindo e iluminando-se.

Perseverar será o seu verbo;
Imparcialidade o seu advérbio.
Redimindo erros e dúvidas
Encontrará forças, fórmulas salvadoras
Sempre que precisar.

Depois,então,faça-se a luz:
Entenderá o sentido da vida.

Ministrarás com sabedoria e amor
Os conhecimentos conquistados.
Rebentos virão aprender contigo
A razão de estar terrícola.
Este será o teu legado.
Servindo, serás servido."
Onofre


Para o leitor mais atendo (e o não tão atento), realmente é um acróstico. Agradeço aqui mais uma vez esse presente, fiquei realmente feliz quando recebi, e tenho ele pendurado em meu quarto. Leio sempre que preciso!

Até a próxima,

Forte abraço a todos!