Como já comentei antes, sou acadêmico de Direito. E em nossas aulas discutimos vários casos, reais e hipotéticos. Numa de nossas aulas de Direito Penal - onde nosso professor já falou as seguintes citações: “Direito Penal é isso aí, é sangue escorrendo.” e também “Direito Penal é só maldade” - estávamos discutindo teorias e princípios penais com exemplos, quando o nosso “meliante” cometia 3 crimes diferentes:
No 1º ele havia esfaqueado uma senhora de idade que viria a falecer dali a 3 meses, sendo que ele era um menor de idade (com 17 anos e 11 meses de idade) na época em que a agrediu;
No 2º, ele, também menor de idade (com 17 anos e 11 meses de idade), havia sequestrado uma senhora de idade (provavelmente outra) e pedido resgate, sendo que 3 meses depois o cativeiro havia sido estourado e ele preso;
No 3ª, ele ainda com 17 anos e 11 meses de idade havia iniciado relacionamento sexual com sua enteada (?) (também não entendi essa, mas são hipóteses) de 12 anos de idade, 3 meses após o contínuo “relacionamento”, ele viria a ser preso.
Neste momento, a turma toda ficou chocada e o professor comenta: “Quando antes ele havia esfaqueado ou sequestrado a idosa tudo bem, mas quando fala de mexer com a menina fica todo mundo chocado.” A crítica que ele fez é muito válida, claro que eu pessoalmente fico revoltado ao extremo com casos assim, mas como não se revoltar com o caso ocorrido recentemente em Jaraguá do Sul (veja aqui) e outros tantos casos que ocorrem. Parece que sequestro se tornou algo comum, que é algo corriqueiro. Não podemos aceitar isso.
Recentemente ouvi em um programa de rádio, os apresentadores comentando como em Florianópolis, um caso de sequestro relâmpago ou algo assim vira notícia e o povo fica chocado e em comparação, em Porto Alegre isso não choca mais ninguém (Sim, ouvi isso no Pretinho Básico, se é o que querem saber). Isso me faz refletir, até quando vamos nos reprimir, nos acostumar com estes fatos e não fazer nada a respeito?
Devemos começar com as nossas casas, conhecendo os vizinhos e cuidando da casa do outro, numa vizinhança unida. E também questionar/cobrar estes assuntos de nossos representantes no governo.
Não podemos ficar alheios a isso!